segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Ao Mar

De que adianta o mar sem marolas
Os versos sem trovas
Os barcos sem velas
Para que todos terminem em sinuosas vielas
Sujas e inquietas
De onde ninguém lhe tira a calmaria?!
Calmaria é ter o mar
Sem agregar, sem transbordar.
O mar por ele e si só
O mar de que todos sentem falta
E onde todos podem mergulhar sem medo.
O meu mar é assim.
Calmo, límpido e imenso.
Onde eu posso mergulhar sem medo
E me encharcar até o fim. Até o fim. TEMPO.

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